A criação de robôs que desempenham as mais diversas funções tem sido vista com bons olhos por algumas pessoas e, por outras, nem tanto. Alguns alegam que o desenvolvimento da humanidade depende do investimento em tecnologia e que estas criações são capazes de fazer com que a nossa sociedade evolua cada vez mais. Por outro lado, outros têm medo de que os robôs tornem-se “humanos demais” e acabem substituindo a mão de obra do homem, o que poderia gerar, por exemplo, um grande aumento nas taxas de desemprego.

Pensando nisso, trazemos aqui uma coletânea com algumas notícias recentes que mostram um pouco dos dois lados, para que você possa refletir mais sobre o assunto. Independentemente de qual for o seu ponto de vista, não há como negar que é admirável o que alguns engenheiros e cientistas estão conseguindo desenvolver na área da robótica. Confira!

Robôs que sentem dor

Johannes Kuehn e Sami Haddadin, cientistas da Universidade de Hanôver, na Alemanha, estão desenvolvendo, atualmente, robôs que sejam capazes de sentir dor. A ideia pode parecer assustadora para muitas pessoas, já que a dor é uma característica específica de seres vivos com sistema nervoso, o que aproximaria demais os robôs aos seres humanos. No entanto, o desenvolvimento dessa característica é muito útil para que as máquinas desenvolvam mecanismos de defesa e possam se proteger em situações de perigo. A dor é uma forma de nos avisar que estamos em situação de risco, e o mesmo valeria para os robôs. Dessa forma, o objetivo principal é reduzir custos com reparos, já que inúmeros danos poderiam ser evitados com a nova tecnologia.

Robôs “salvadores”

Um robô foi criado para remediar os estragos advindos do Tsunami que abalou o Japão em 2011, na cidade de Fukushima, e que gerou quase 20 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos. O desastre natural causou a segunda maior catástrofe nuclear da história, após danificar reatores da maior usina do país, localizada na cidade. Pelo fato de a área ter ficado radioativa, sua reconstrução é bastante desafiadora e demorada, já que os humanos não podem acessar algumas regiões. É por isso que a criação de um robô foi a solução encontrada pela Toshiba para extrair barras de combustível localizadas nas piscinas de um dos reatores. A remoção deve começar a ser feita no ano que vem.

Robôs operários

A famosa empresa Foxconn, do Taiwan, conhecida por fabricar os iPhones da Apple, trocou 60 mil funcionários por robôs em sua fábrica da China. Assim, a planta, que antes contava com 110 mil trabalhadores, passou a contar com menos da metade desse número, na linha de produção. O objetivo da empresa ao optar por robôs foi aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir custos. De acordo com informações do jornal Estadão, a companhia afirmou o seguinte: “estamos usando engenharia robótica e outras tecnologias inovadoras para substituir tarefas repetitivas anteriormente realizadas por funcionários. Estamos treinando nossos empregados capazes de focar em elementos de maior valor agregado de nosso processo, como pesquisa e desenvolvimento, controle de processos e de qualidade”.

E você? O que pensa sobre o assunto?

Fontes consultadas:

http://engenhariae.com.br/tecnologia/cientistas-alemaes-estao-fazendo-robos-que-sentem-dor/
http://topicos.estadao.com.br/tsunami-no-japao
http://engenhariae.com.br/tecnologia/robo-da-toshiba-pode-ser-resposta-para-o-problema-nuclear-do-japao/
http://link.estadao.com.br/noticias/empresas,foxconn-troca-60-mil-empregados-por-robos-na-china,10000053643