Planejamento de obras civis: o caso de sucesso do Rio 2016

Planejamento de obras civis: o caso de sucesso do Rio 2016

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Em 2013, as obras para a Copa do Mundo no Brasil, que ocorreriam no ano seguinte, estavam apresentando diversos problemas, como custos excessivos e inúmeros atrasos. Inclusive, algumas delas não ficaram prontas a tempo para o evento, como no caso da revitalização do Córrego Mané Pinto, em Cuiabá, que gerou um prejuízo de mais de 2 milhões de reais.

Na ocasião, o professor do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Hugo Ferreira Braga Tadeu, concedeu uma entrevista para o Instituto Millenium e afirmou que a base do problema era a falta de planejamento. De acordo com o especialista:

“A falta de planejamento é um problema recorrente e cultural no Brasil. Não estamos acostumados a planejar, no sentido exato da palavra, as nossas atividades. É muito comum observar grandes projetos que usualmente apresentam atrasos na sua entrega por ausência de um cronograma bem estruturado e, principalmente, de um orçamento bem definido. Como consequência, citando o exemplo das obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas, temos estádios, aeroportos, estradas e, principalmente, a desconfiança do investidor internacional abalados”.

Já em 2015, após a Copa de 2014, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, corroborou com a ideia de Tadeu. Em um bate-papo com os moradores da cidade, ele fez comentários sobre o assunto em tom de brincadeira: “o pessoal fala que a Copa foi um sucesso, eu acho que foi uma tragédia, porque reforçamos os estereótipos que todo mundo já conhece: que somos um povo alegre, receptivo, sabemos fazer festas, não temos planejamento, as obras custam o dobro, tudo é feito em cima da hora”.

A experiência negativa de 2014, no entanto, parece ter servido para trazer ensinamentos aos envolvidos nas obras das Olimpíadas de 2016 no Rio. Desta vez, a estimativa é de que tudo fique pronto dentro do prazo e do orçamento previsto. Ainda em 2014, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, avaliou positivamente o planejamento das obras. Além disso, a empresa internacional SGS (Systems & Services Certification), especialista em auditorias, elogiou o planejamento das obras, ao entregar o certificado ISO 20121 ao presidente do Rio 2016, em janeiro deste ano.

Atualmente, as obras estão 95% prontas. Você pode conferir algumas imagens do antes e depois a seguir:

imagem1

Percurso da canoagem slalom

imagem2

Centro Olímpico de Tênis

Veja também este time-lapse que mostra a evolução das obras:

Tanto os aspectos negativos das obras da Copa de 2014 quanto os aspectos positivos das obras do Rio 2016 demonstram que um bom planejamento pode fazer toda a diferença no projeto e na execução de obras de engenharia.

Por isso, a Krozai oferecerá um curso que abordará as técnicas de elaboração do processo de orçamentação de obras civis. O curso “Orçamento e Planejamento de Obras Civis” ocorrerá nos dias 27 e 28/10/16 e será ministrado pelo professor Augusto César de Almeida Santos.

Para obter mais informações, como o local, o horário e a programação, clique aqui.

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Fontes consultadas:

http://vejario.abril.com.br/materia/cidade/obras-olimpiadas-atraso-orcamento/
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ESPORTES/477932-MINISTRO-FAZ-AVALIACAO-POSITIVA-DO-PLANEJAMENTO-DOS-JOGOS-OLIMPICOS-DE-2016.html
http://www.rio2016.com/noticias/rio-2016-recebe-is0-20121-o-maior-certificado-de-sustentabilidade-do-mundo
http://www.imil.org.br/divulgacao/entrevistas/a-falta-de-planejamento-um-problema-cultural-brasil/
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/09/atrasada-obra-da-copa-em-corrego-de-cuiaba-fica-r-22-milhoes-mais-cara.html
http://www.rio2016.com/noticias/crescendo-a-olhos-vistos

 

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