O que ocorre quando há Irregularidades de segurança na operação de caldeiras e vasos de pressão?

O que ocorre quando há Irregularidades de segurança na operação de caldeiras e vasos de pressão?

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Não é nenhuma novidade que, para evitar acidentes em obras de engenharia, é preciso cumprir rigorosamente diversos procedimentos da área de saúde, meio ambiente e segurança. No caso de caldeiras e vasos de pressão, por exemplo, é extremamente indispensável seguir as normas relacionadas à sua montagem, manutenção e manuseio, como é o caso da NR-13, da ASME VIII e da ABNT NBR 15417.

Na teoria, a maioria dos profissionais e empresas que trabalham com vasos e caldeiras sabe a importância de conhecer as normas regulamentadoras e de realizar inspeções periódicas dos equipamentos. Na prática, por outro lado, existe muita negligência, e ainda é preciso capacitar profissionais para trabalharem em projetos e obras desse tipo, além de aumentar a fiscalização.

Em um post de 2014, relatamos um acidente que ocorreu em 2013, devido a um vaso de pressão que explodiu e arremessou sua tampa de 250 kg pelo ar, na fábrica de tapetes Brinton Carpets, em Kidderminster (Inglaterra). A tampa do vaso, no qual eram tingidas e processadas fibras de tapetes, foi arremessada a uma altura de 6 m. Ninguém ficou ferido na ocasião, mas as empresas responsáveis foram processadas e tiveram que pagar mais de 25.000 euros. Tudo isso porque as inspeções periódicas obrigatórias estavam vencidas há mais de três anos.

No caso citado acima, os prejuízos foram financeiros. No entanto, também podem ocorrer danos à saúde de funcionários ou de pessoas que estejam próximas ao local do acidente. Em 2015, por exemplo, ocorreu uma explosão em uma refinaria instalada em São Francisco do Conde, na Bahia. O Ministério Público do Trabalho chegou à conclusão que houve erros na prevenção de acidentes. A refinaria sofreu, nos cinco anos anteriores ao acontecido, “onze ações fiscais em que foram constatadas irregularidades relacionadas com a falta de segurança na operação de caldeiras e vasos de pressão, reconhecimento e controle dos riscos e descontrole na gestão da jornada de trabalho” (de acordo com informações do G1). Infelizmente, três pessoas ficaram feridas, tendo queimaduras em 15, 30 e 45% do corpo.

Acidentes assim não são raros. De acordo com Davi Lisboa, especialista e inspetor de segurança em caldeiras, “de 1983 a 2010 foram 118 mortos, em 103 acidentes, com 409 pessoas afastadas do trabalho” (segundo informações do site PortalViva). Em 2010, houve 13 explosões de caldeiras no Brasil, sendo que pode haver outras que não foram divulgadas. Outro dado alarmante é que, em um estudo publicado pelo CREA (2004), foi constatado que 75% dos acidentes com caldeiras e vasos de pressão, ocorreram por falha humana, sendo 65% relacionado a falhas no projeto, manutenção ou instalação e 10% relacionado a defeitos operacionais.

Sabendo da importância do assunto, a Krozai oferecerá, no dia 26/09/2016, o curso “NR-13 – Caldeiras, Vasos de Pressão e Tubulações: conforme a Portaria 594 do MTE”

O curso será oferecido pelo professor Marcos Luiz de Macedo Rodrigues, engenheiro mecânico, mestre em sistemas térmicos e fluidos pela PUC-MG e pós-graduado em gestão de marketing e negócios pela Fundação Dom Cabral.

Para obter mais informações, como o local, o horário e a programação, clique aqui.


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