De acordo com o engenheiro Luiz Carlos Pinto da Silva Filho, em entrevista à revista digital da AECweb, para prever a vida útil de uma obra é preciso considerar vários aspectos, como a durabilidade dos materiais, as distintas combinações entre eles e a exposição ao ambiente dos diferentes elementos do prédio. Como exemplo, ele cita o fato de as fachadas ficarem mais expostas do que as áreas internas, sendo que essa exposição deve ser considerada no cálculo da vida útil da construção. Além disso, o fato de usar certa tinta em uma estrutura de concreto pode aumentar sua vida útil.

Segundo Filho, que é professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e já foi presidente da Associação Brasileira de Patologia das Construções, é difícil prever, no projeto de uma obra, a sua durabilidade exata, pois podem ocorrer diversos imprevistos, como a colisão de um veículo em uma ponte. Por outro lado, outros fatores, como a corrosão de um material, podem ser previstos e levados em consideração para determinar estratégias que evitem o deterioro da estrutura.

Para prever o desempenho de materiais como o concreto, deve-se considerar o seu tempo de corrosão, que na norma ABNT NBR 6118 está estimado em aproximadamente 50 anos, desde que se enquadre em certas características pré-estabelecidas na norma. A grande chave da questão, no entanto, é a manutenção, que deve ser considerada desde a fase do projeto. Trocas de materiais, peças e pinturas já devem estar previstas desde antes de a construção estar pronta.

Assim, o monitoramento e a inspeção dos prédios são indispensáveis para verificar se os cálculos feitos na fase do projeto estão realmente ocorrendo na prática. Dessa maneira, é possível ajustar o que seja necessário, fazer novas previsões ou corrigir algum problema que tenha surgido. De acordo com o engenheiro:

“A manutenção do edifício é estratégica para sua vida útil e deve estar prevista já no projeto”.

Porém, o que fazer quando são identificados problemas nas construções? Em Pernambuco, por exemplo, foram encontradas propriedades agressivas no solo, que afetam o concreto das fundações e causam a deterioração do material. Nesses casos, é preciso recuperar essas estruturas ou reforçá-las.


Por isso, a Krozai oferece o curso “Patologia, Recuperação e Reforço de Estruturas”, que será ministrado em Belo Horizonte nos dias 03/08/16 a 05/08/16.
 

 
 
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