A sigla BIM vem do inglês Building Information Modeling, que significa algo como “modelagem da informação da construção”. Atualmente, o termo é utilizado para se referir a um conceito da área de arquitetura e engenharia que prevê a gestão das informações referentes a uma construção ao longo de toda sua vida, isto é, desde a sua concepção até a sua manutenção. Para isso, são utilizadas ferramentas digitais capazes de concentrar, em um único lugar, diversas informações importantes que precisam “dialogar” entre si para formar o projeto completo.

A tecnologia BIM, então, permite que diversos profissionais interajam em um mesmo modelo, utilizando um software que armazena todos os dados alimentados por eles. Dessa forma, não há riscos de que os projetistas trabalhem em um documento desatualizado, de que o projeto fique fragmentado ou de que haja incoerências entre o trabalho de diversas pessoas envolvidas na mesma iniciativa. A qualquer momento, os integrantes podem acessar o modelo e trabalhar em cima dele, mantendo-o sempre atualizado.

A ferramenta é utilizada para fazer uma modelagem virtual da construção, considerando distintos elementos, como suas dimensões, design, cortes, vistas, materiais e acabamentos. Essa maquete eletrônica possibilita um planejamento e uma quantificação de materiais mais assertivos, a recuperação de informações antigas, a simulação de interferências, entre outras praticidades. É possível, assim, realizar testes antes da construção começar, a fim de verificar a sua viabilidade, o que proporciona uma menor margem de erros e um orçamento mais enxuto.

De acordo com Flávia Maritan, arquiteta da Hype Studio, o BIM não traz uma mudança relacionada apenas ao software, mas sim à maneira de fazer projetos. Ele brinda uma nova forma de trabalhar internamente, de integrar projetos e de interagir com a indústria. A partir de uma rápida pesquisa feita com outros profissionais do estúdio, Maritan elencou as palavras que ilustram o trabalho com o BIM (modo de modelagem), quando comparado ao trabalho com o CAD (modelo de desenho assistido por computador). Algumas delas foram as seguintes: precisão, colaboração, controle, visão geral do projeto e discussões assertivas.

Ainda segundo Maritan, no modelo BIM os profissionais deixam de projetar com linhas e começam a projetar com objetos. O grande diferencial é ter documentos que fazem parte de um banco de dados que geram as vistas que os clientes recebem. Outro ponto importante é o trabalho colaborativo, a integração entre arquitetos, as discussões do projeto e do modelo. O fato de o banco de dados estar sempre sincronizado e atualizado também aumenta a segurança e contribui para a eliminação de possíveis inconsistências.

Para saber mais sobre esse conceito, veja a palestra de Maritan na íntegra:

 

Sabendo da importância dessa tecnologia, a Krozai oferecerá, nos dias 23, 24 e 25 de junho, o curso “O Processo de Desenvolvimento do Projeto de Arquitetura e Engenharia e o BIM”. Na ocasião, os alunos aprenderão a dominar o processo de desenvolvimento do projeto de arquitetura e engenharia como pré-requisito para coordená-lo tecnicamente ou gerenciá-lo e para a utilização eficaz de plataformas BIM na operacionalização do trabalho.

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Fontes consultadas:

http://au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/208/bim-quem-e-quem-224333-1.aspx
http://blog.render.com.br/arquitetura-2/tecnologia-bim-%E2%80%93-o-futuro-da-arquitetura-e-engenharia/