A crise energética do Brasil tem solução?

A crise energética do Brasil tem solução?

Voltar

A escassez de água no Brasil está trazendo impactos cada vez mais preocupantes para o país. A crise energética, consequência do baixo volume de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas, é um deles. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a água disponível está ocupando menos de 20% do volume total em nove reservatórios nacionais importantes. Neste mês, a represa de Furnas chegou a ter um valor de ocupação inferior a 15% de sua capacidade total.

Além do risco de apagões, já está se falando em racionamento. Especialistas alertam para a necessidade de economizar o máximo de energia agora, a fim de não sofrer consequências ainda piores no próximo ano.

De acordo com o professor da UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, é necessário que a população reduza de 10% a 20% de seu consumo de energia.

A gravidade do problema tem sua origem no nível de dependência do Brasil em relação à energia hidráulica. Aproximadamente 70% da produção nacional ocorre em usinas hidrelétricas. A Usina Tucuruí, no Rio Tocantins, por exemplo, tem uma capacidade de produção de 8.730 MW, que seria suficiente para abastecer uma cidade de 16,7 milhões de pessoas. O país é o terceiro maior produtor de energia desse tipo, ficando atrás apenas da China e do Canadá.

Assim, com o baixo nível dos reservatórios, a importância de se pensar em outras fontes de energia está cada vez mais evidente. A energia solar, por ser renovável, abundante e não poluente, parece ser a solução perfeita para a questão, juntamente com a energia eólica. No entanto, o grande problema sempre foi que os painéis para sua captação seriam produzidos a partir de placas de silício muito pesadas e caras, que tornariam inviável o seu uso no meio urbano.

Entretanto, o CSEM Brasil anunciou recentemente que já iniciou a produção de células fotovoltaicas orgânicas (OPV), que podem ser utilizadas em painéis de captação de energia solar a um preço muito mais acessível. O painel fotovoltaico de plástico, que é leve e flexível, poderá ser utilizado, por exemplo, em carros e janelas.

Para isso, foram investidos mais de 20 milhões de reais.

Estima-se que a tecnologia será capaz de beneficiar a mais de um milhão de brasileiros que ainda não possuem energia elétrica em seus lares. Além disso, a iniciativa coloca o Brasil em uma boa posição diante do mundo, por produzir e investir em energia orgânica limpa. De acordo com o CSEM Brasil, ainda este ano serão realizadas instalações pilotos no país.

Dessa forma, surge uma esperança de que a energia solar seja a solução ideal para a crise energética do Brasil, com a vantagem de ser uma opção ecologicamente correta e acessível.

Fontes Consultadas:
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1601604-nivel-dos-reservatorios-de-usinas-hidreletricas-ainda-preocupa.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1606293-sem-recuperacao-de-reservatorios-problema-pode-se-arrastar-para-2016.shtml 
http://www.fiepr.org.br/observatorios/energia/FreeComponent21893content251670.shtml 
http://www.brasil.gov.br/old/copy_of_imagens/sobre/economia/energia/imagens/maiores-usinas-hidreletricas-do-pais/image_view_fullscreen
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nova-tecnologia-promete-uso-em-larga-escala-da-energia-solar/
http://revistasustentabilidade.com.br/direto-da-fonte-csem-brasil-comeca-producao-de-painel-solar-de-filme-plastico/


DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO

Receba nossa newsletter